Pesquisa mostra que 51,1% das pessoas se sentem incomodados
ao assistir filmes e novelas com par romântico homoafetivo.
Casais gays na TV e no cinema são mais comuns a cada dia. Na quarta passada (16), foi exibido o casamento entre Marina (Tainá Müller) e Clara (Giovanna Antonelli) na novela Em Família, de Rede Globo. As duas caíram no gosto do público e a especulação de quando seria o primeiro beijo tomou as redes sociais até que, de fato, ele se realizasse.
Da mesma forma, muito se falou sobre quando seria o primeiro beijo entre Niko (Nicolas Corona) e Félix (Mateus Solano) em Amor à Vida, que só foi dado no último capítulo da novela. Em Império, novo folhetim das 21h, na segunda semana da trama, pode acontecer um beijo entre os personagens Cláudio (Zé Mayer) e Leonardo (Klebber Toledo).
Zé Mayer falou sobre o tema na coletiva de imprensa da novela. "O beijo gay eu espero que aconteça de forma corriqueira. Até mesmo porque o beijo é uma coisa normal, cotidiana, espero que não fique para o fim da novela", comentou.
No cinema, filmes brasileiros como Tatuagem, de Hilton Lacerda, e Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro, foram sucesso em festivais de cinema e na opinião de grande parte dos espectadores. Já Praia do Futuro, de Karim Aïnouz, entrou na programação dos multiplexes e foi rejeitado por parte do público, que saiu antes do término da sessão; além de dois espectadores quase agredirem o gerente de um cinema de Aracaju.
A pesquisa Orientação Sexual e Opinião Pública, realizada pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, entrevistou 621 pessoas no mês de junho. Parte dos resultados mostra que o brasileiro ainda é resistente ao que foge aos padrões legitimados pela maioria da sociedade: 55,3% disse ser contra o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Já 57,4% foram contra a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo e 51,1% se sentem incomodados ao assistir filmes nos quais o par romântico é homossexual. Apesar destes dados, 56,9% dos entrevistados não se consideram homofóbicos.
O servidor público Francisco Rocha, de 28 anos, diz que saber se existe romance homoafetivo num filme não o impede de assistir ou não à obra. “Enquanto minha personalidade era formada, poderia ter alguma resistência em relação ao conteúdo; mas, depois, percebi que todas as pessoas têm o direito de se expressarem como bem entendem”, explica.
Para Diego Leão, todo mundo tem o direito de ser feliz e o livre arbítrio para decidir o que quer, embora não consuma nenhum produto do gênero. “Com a influência mais marcante da mídia, isso está se tornando algo comum. Eu respeito a opinião de cada um, assim como a minha também deve ser respeitada, mas não assisto a filmes com essa temática”, defende.

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