Tucano defendeu durante debate da CNBB que qualquer tipo de discriminação deve ser considerada crime
Os candidatos à Presidência
responderam a perguntas de jornalistas das mídias católicas sobre diversos
assuntos no terceiro bloco do debate promovido pela Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB).
Aécio Neves (PSDB) defendeu
que a homofobia seja considerada um crime, enquanto Marina Silva (PSB) falou em
fazer parcerias com a iniciativa privada para resolver o problema da falta de
saneamento básico.
Dilma Rousseff (PT), por sua
vez, apresentou um novo programa para a saúde.
A primeira pergunta foi
sobre a homofobia e foi feita a Aécio. O tucano respondeu que qualquer tipo de
discriminação deve ser considerada crime. Segundo ele, a discussão sobre a
homofobia tem sido tema do Congresso Nacional.
"Minha posição não traz
dúvidas", disse, frisando que a união entre pessoas do mesmo sexo é
consagrada no Brasil, seguindo decisão do Supremo Tribunal Federal.
"Defenderei sempre a
liberdade de manifestação do Congresso Nacional, mas defendo que qualquer tipo
de discriminação, em especial a homofóbica, seja tratada como crime",
acrescentou.
Em seguida, Levy Fidélix
(PRTB) falou de economia, dizendo que o orçamento do Brasil é
"enorme", mas que o governo deve a bancos nacionais e estrangeiros
quase o mesmo que tem no orçamento.
Marina respondeu sobre
saneamento básico, reconhecendo que a falta de rede de esgoto é um problema
grave, que compromete, inclusive, a qualidade da educação de crianças que vivem
em áreas que não têm o serviço.
"Faremos com que o
governo federal se responsabilize por isso junto às prefeituras e faremos
parcerias com a iniciativa privada", disse.
Ela afirmou que essa
parceria é necessária também para garantir o abastecimento de água, citando o
problema que afeta o Estado de São Paulo.
Já a presidente Dilma
respondeu a uma pergunta sobre saúde destacando a criação do Mais Médicos e
apresentando um novo programa - o Mais Especialidades.
"Isso é o
reconhecimento de que as pessoas esperam muito nas filas", disse. "O
programa será uma rede que integra laboratórios e especialistas."
Eduardo Jorge (PV) recebeu
um questionamento sobre o aborto e defendeu sua descriminalização.
"Enquanto a mudança cultural de evitar gravidez precoce não acontece, não
se pode abandonar essas 800 mil mulheres que fazem abortos todo ano no
País", salientou.
"Minha posição é pela
revogação dessa lei cruel, machista, que considera criminosas essas 800 mil
mulheres."
Na sequência, Pastor
Everaldo (PSC) defendeu a redução da maioridade penal e a privatização do
sistema penitenciário, enquanto Luciana Genro (PSOL) defendeu uma revolução do
sistema tributário.
"O sistema tributa
igualmente o milionário e o cidadão que recebe salário mínimo", reclamou,
pedindo que os bancos paguem mais impostos.
Por fim, o candidato do
PSDC, José Maria Eymael, disse ser "totalmente contra a descriminalização
das drogas, inclusive da maconha". "A juventude é assassinada pelas
drogas e pelas armas que entram pelas fronteiras", disse.

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